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Política de privacidade
Esta página diz, sem rodeio, quais dados o VER.OS trata, de onde eles vêm, para onde vão, por quanto tempo ficam e como você faz para parar.
Última revisão: 15 de setembro de 2026.
Quem opera o VER.OS
O VER.OS é um produto da ReSend BI. Ele é vendido para empresas, e quem usa é o time comercial dessas empresas.
Isso divide as responsabilidades em duas, e a divisão importa para entender o resto da página. Sobre os dados do seu trabalho, que são as reuniões, os contatos e os negócios, quem decide o que é tratado é a empresa que contratou o VER.OS; a ReSend BI trata esses dados seguindo as instruções dela. Sobre a sua conta de acesso, que é o seu e-mail e a sua senha, quem decide é a ReSend BI.
O que o VER.OS faz
O VER.OS acompanha as reuniões comerciais de um time. Ele lê a agenda de quem conecta a própria conta Google para saber quais reuniões existem, coloca um gravador identificado nas chamadas quando a empresa liga essa opção, transcreve o que foi dito, usa inteligência artificial para produzir uma leitura da reunião, envia esse material por e-mail e cruza tudo com o CRM da empresa.
Dados da sua conta Google
Há dois caminhos para o VER.OS ler uma agenda, e eles são diferentes no que pedem de você.
Você conecta a sua conta. É opcional e parte de você. O VER.OS pede na tela do próprio Google as permissões abaixo, e cada uma existe por um motivo específico.
A sua empresa autoriza o VER.OS no Google Workspace dela. Nesse caminho quem decide é quem administra o Workspace, e o VER.OS passa a ler a agenda das pessoas daquele domínio sem que cada uma autorize, e sem que cada uma veja a tela de permissão do Google. É o mesmo mecanismo que uma empresa usa para dar a um sistema acesso às contas dela. Se isso vale para você, quem pode responder é a sua empresa, e quem pode desligar também.
| Permissão pedida | Para que o VER.OS usa |
|---|---|
| openid e email | Saber qual conta Google foi conectada. O servidor compara esse endereço com o e-mail da conta que pediu a conexão e recusa quando os dois não são o mesmo, para que ninguém conecte a agenda de outra pessoa por engano. |
| calendar.readonly | Ler os eventos da agenda. A leitura roda a cada hora e cobre uma janela de 14 dias para trás a 60 dias para frente. De cada evento o VER.OS guarda o título, o início e o fim, quem organizou, a lista de convidados, o link da chamada, o link do evento no Google e a resposta original do Google. |
| calendar.events.owned | Escrever em eventos das agendas que pertencem a você, e em nenhuma outra. O VER.OS usa essa permissão para duas coisas, e não existe uma terceira: criar o evento de uma reunião agendada por dentro do VER.OS, já com sala do Google Meet, e acrescentar a conta do gravador à lista de convidados de um evento que você organiza. |
A segunda escrita merece ser dita sem rodeio, porque ela toca um evento que o VER.OS não criou. Para o gravador entrar numa reunião que você organiza, a conta dele precisa estar no convite, e é só isso que o VER.OS faz ali: acrescenta um endereço à lista de convidados. Ele não muda o assunto, o horário, a descrição nem qualquer outro campo do evento, devolve os convidados que já estavam lá exatamente como leu, relê o evento e desiste se ele mudar de novo enquanto a escrita acontece, e pede ao Google que não avise ninguém, de forma que nem os outros convidados nem a conta do gravador recebem e-mail por causa disso. Em evento que você não organiza, ele não escreve.
A primeira escrita funciona ao contrário nesse ponto, e é o esperado: quando você agenda uma reunião por dentro do VER.OS, o evento é criado pedindo ao Google que avise os convidados, que é como um convite deve chegar.
A permissão de escrita só é pedida nos ambientes em que a escrita na agenda está ligada. Onde ela está desligada, o VER.OS pede apenas identificação e leitura.
O uso e a transferência, pelo VER.OS, de informações recebidas das APIs do Google seguem a Política de Dados do Usuário dos Serviços de API do Google, incluindo os requisitos de Uso Limitado.
Gravação e transcrição de reuniões
A gravação automática nasce desligada. Ela só passa a acontecer quando alguém da empresa que contratou o VER.OS liga a opção, e esse clique é a instrução dessa empresa. Ligada, o gravador entra nas chamadas do Google Meet que estejam na agenda lida, que tenham link e que tenham pelo menos uma pessoa além de quem é dono daquela agenda.
Existem outros dois caminhos, e eles não dependem daquela opção. Alguém do time pode colar o link de uma chamada e pedir que o VER.OS entre nela na hora, e nesse caminho não existe exigência de haver outra pessoa na sala. E uma reunião agendada por dentro do VER.OS já nasce com a conta do gravador no convite.
O gravador é um participante identificado. Ele entra na chamada como qualquer outro participante, aparece na lista de quem está na sala e exibe, no lugar da imagem dele, uma capa escrita VER.OS está gravando e transcrevendo essa reunião. Não existe gravação silenciosa.
Da reunião, o VER.OS guarda o vídeo e o áudio da chamada, a transcrição completa em texto com a marcação de quem falou e em que momento, o nome de quem entrou na sala, o e-mail de quem foi convidado, e a leitura produzida pela inteligência artificial.
Quem tem conta no VER.OS e participa de uma reunião pode marcá-la para não ser gravada, antes de ela começar. Também podem marcar quem organiza a reunião, quem tem a agenda dela conectada e a gestão da empresa. Quem não tem conta, como um convidado de fora, não marca por aqui: o caminho é pedir a quem convidou. Quando a empresa liga o lembrete que o VER.OS manda antes da chamada, ele diz que a reunião pode ser gravada e como pedir que não seja, mas esse lembrete é opcional e a empresa pode mantê-lo desligado.
A marcação é de quem a fez: só ela desfaz, e nem a gestão desfaz a marcação de outra pessoa. Se mais de uma pessoa marcou a mesma reunião, ela continua sem ser gravada enquanto sobrar qualquer marcação. Uma marcação vale para a reunião inteira, mesmo que a chamada esteja na agenda de várias pessoas do time. A empresa pode desligar a gravação inteira a qualquer momento.
Outros dados que o VER.OS trata
- Conta de acesso. Nome, e-mail, telefone quando informado, foto quando enviada, e a senha, que é guardada pelo provedor de autenticação e nunca em texto legível. O VER.OS não tem cadastro aberto: uma conta nasce de um convite.
- Dados do CRM da empresa. Quando a empresa conecta o CRM dela, o VER.OS espelha contatos, negócios, tarefas, campos personalizados, etapas e conversas. O conteúdo desse espelho é decidido pela empresa, não pelo VER.OS.
- Uso do produto. O VER.OS registra eventos de uso, como abrir um negócio, mandar uma pergunta ao assistente ou concluir o primeiro acesso. Esses eventos levam identificadores e contagens, e não o conteúdo da reunião nem o texto do que você escreve. Além deles, a captura automática registra os cliques nas telas, e ela leva o texto do que foi clicado, que pode ser o nome de um negócio ou de uma pessoa. Ao entrar, o seu e-mail é enviado junto e passa a identificar você nesse registro. Erros do navegador também são registrados, para que a equipe conserte o que quebra.
- Abertura de link externo. Quando alguém de fora abre um link de gravação enviado por um usuário, o VER.OS registra a data, o navegador usado e uma impressão embaralhada do endereço de rede. O endereço de rede em si não é guardado.
O que vai para a inteligência artificial
Para produzir a leitura de uma reunião, o VER.OS envia a um provedor de modelos de linguagem um pacote que reúne:
- A transcrição da reunião. Transcrição longa vai cortada: acima de trinta mil caracteres, seguem o começo e o fim.
- O título da reunião, a classificação dela e o nome do vendedor responsável.
- O nome, o e-mail e o telefone de até quatro contatos ligados à reunião.
- Os dados do negócio ligado à reunião, e ainda até cinco outros negócios abertos dessas mesmas pessoas, com título, valor e situação.
- Trechos curtos das últimas oito mensagens trocadas com o contato.
- Os critérios de avaliação que a empresa configurou.
O provedor de modelos também recebe o que você conversa com o assistente, seja por dentro do produto, seja pelo WhatsApp. Pelo WhatsApp isso inclui áudio, imagem, vídeo e arquivo que você mandar, que são convertidos em texto antes de seguir.
Qual provedor atende cada empresa é configurável, e o endereço dele fica no banco do VER.OS. O assistente do produto e as demais funções de inteligência artificial passam hoje pela OpenRouter, que encaminha a chamada ao provedor do modelo escolhido, e esse provedor pode estar em qualquer país. Os modelos que o VER.OS usa por padrão hoje são da DeepSeek, uma fornecedora chinesa.
A ReSend BI não treina modelos próprios com o conteúdo das suas reuniões e não usa esse conteúdo para publicidade. O que o provedor do modelo guarda do texto enviado segue a política da conta do VER.OS nesse provedor, e não uma escolha feita a cada chamada.
Com quem os dados são compartilhados
O VER.OS não vende dados pessoais. Ele se apoia nos serviços abaixo, e cada um recebe só o que precisa para fazer a parte dele.
| Serviço | O que ele recebe |
|---|---|
| Supabase | O banco de dados e o cofre de segredos do VER.OS. Fica no Brasil. |
| Vercel | A hospedagem e a execução do aplicativo. As funções rodam no Brasil. |
| Recall.ai | O gravador que entra na chamada. Recebe o link da reunião e guarda o vídeo, o áudio e a transcrição. Fica nos Estados Unidos. |
| OpenRouter | O caminho até os modelos de linguagem. Recebe o texto descrito na seção acima. Fica nos Estados Unidos. |
| Resend | O envio dos e-mails do produto, incluindo o material pós-reunião. Recebe o endereço do destinatário e o conteúdo do e-mail. |
| SendGrid | O caminho antigo dos alertas, ainda em uso. Recebe o endereço do destinatário e o texto do alerta. |
| O envio de alerta por WhatsApp, quando a empresa liga esse canal. Recebe o número de quem vai receber e o texto do alerta, por um servidor da própria ReSend BI. | |
| n8n | O caminho antigo do alerta de WhatsApp, num servidor da própria ReSend BI. Recebe o número e o texto do alerta. |
| PostHog | Os eventos de uso descritos acima. Fica nos Estados Unidos. |
| A autorização da agenda, a leitura dos eventos e as duas escritas descritas acima. | |
| O CRM da empresa | O CRM que a empresa conectou, que é de onde vem o espelho e para onde volta o que o VER.OS escreve. |
Além desses, os dados são compartilhados com as pessoas da própria empresa que têm acesso ao VER.OS, no limite do que o papel de cada uma permite, e com quem recebe um link de gravação enviado por alguém do time.
Uma pessoa da ReSend BI que opera a plataforma também alcança os dados de uma empresa cliente, para configurar, conferir e dar suporte. Isso não vale para qualquer pessoa nossa: só quem está numa lista explícita de operadores, guardada no banco, e é o banco que responde a essa pergunta a cada requisição.
O VER.OS é construído para que a conta de uma empresa alcance somente os dados dela, e a equipe trata falha nessa separação como o defeito mais grave que o produto pode ter. Não dizemos que ela é perfeita: o produto está em construção, revisões de segurança acontecem com frequência e o que elas encontram entra na fila de correção antes do resto. Se você encontrar um caminho que atravesse essa separação, escreva para a gente.
O material enviado por e-mail depois de uma reunião leva a transcrição em anexo. Ele vai para quem foi convidado e não recusou o convite, inclusive para quem não chegou a entrar na chamada. Para convidados de fora da empresa ele só vai quando a empresa liga essa opção, que nasce desligada. A leitura produzida pela inteligência artificial não sai para fora do time.
Por quanto tempo os dados ficam guardados
| O quê | Por quanto tempo |
|---|---|
| Vídeo e áudio da reunião | Um ano, contado de quando a chamada foi gravada. Passado o prazo, a mídia deixa de existir e o VER.OS responde que ela expirou. |
| Transcrição, participantes, eventos da agenda e leitura da IA | Enquanto a empresa for cliente. Não existe hoje um prazo automático de descarte para esses registros, e dizer o contrário seria falso. |
| Link de gravação enviado para fora | Sete dias por padrão. Cada empresa escolhe esse prazo, entre um e noventa dias, e o link pode ser revogado antes de vencer. |
| Convite para conectar a agenda | Sete dias, e só serve para o e-mail convidado. |
| Eventos brutos recebidos do CRM | Noventa dias. Passado o prazo, o bloco inteiro daquele período é descartado. |
Como parar o tratamento e pedir remoção
Estas coisas você faz sozinho, por dentro do produto:
- Desconectar a agenda. Em Configurações, Integrações, no cartão do Google Agenda. O VER.OS apaga do cofre a autorização guardada e as reuniões futuras que só estavam nela saem da lista. Com uma ressalva que muda tudo: se a empresa autorizou o VER.OS no Google Workspace dela, pelo domínio, a leitura da sua agenda continua, porque ela passa pela conta da empresa e não pela sua autorização. Nesse caso, desconectar aqui não interrompe a leitura, e quem pode interromper é quem administra o Workspace da empresa.
- Retirar a permissão no Google. Desconectar no VER.OS não retira a permissão do lado do Google, de propósito, porque a permissão vale para o projeto inteiro e derrubá-la afetaria outras conexões da mesma conta. Para retirá-la, use a página de permissões da sua conta Google.
- Não gravar uma reunião. Marque a reunião na tela da agenda antes de ela começar.
- Desligar a gravação da empresa inteira. Nas configurações de reuniões, por quem administra a conta.
- Revogar um link de gravação. Na própria reunião, por quem administra a conta, por quem é dono da reunião ou por quem criou o link.
Duas coisas precisam ser ditas com clareza. Excluir uma reunião no VER.OS tira o registro do produto, mas não apaga a mídia guardada no serviço de gravação, que continua até o prazo de um ano. E o VER.OS ainda não tem, na tela, um caminho que apague uma conta inteira: esse pedido é atendido à mão pela nossa equipe.
Para pedir acesso, correção, portabilidade, informação sobre compartilhamento ou eliminação de dados, escreva para privacidade@resendbi.com.
Se você participou de uma reunião gravada por uma empresa que usa o VER.OS e quer que aquele registro saia, o pedido pertence a essa empresa, que é quem decidiu gravar. Você pode escrever direto para ela, ou escrever para a gente, que encaminhamos e avisamos você.
Segurança
- A autorização que o Google devolve fica num cofre de segredos, nunca em coluna de tabela do banco, e some do cofre quando você desconecta a agenda.
- A separação entre empresas é conferida no servidor a cada leitura e a cada escrita, e nunca apenas na tela.
- O tráfego com o VER.OS e com todos os serviços citados acima é cifrado.
- O endereço de rede de quem abre um link externo não é guardado. O que fica é uma marca derivada dele, que serve para contar acessos e não para chegar de volta à pessoa.
Onde os dados ficam
O banco de dados e a execução do aplicativo ficam no Brasil, na região de São Paulo. A gravação, o acesso aos modelos de linguagem e os eventos de uso ficam nos Estados Unidos, nos serviços citados acima. Ou seja, parte do tratamento acontece fora do Brasil.
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